POETA NÃO SOU 165
MANA OLGA
Não me olhes
Tão de perto,
Que o teu olhar,
Me fere
E me fecunda
De Amor fraterno.
Fecha os olhos
E deixa-me sonhar,
Que somos irmãos.
Estendo a mão
E tateio o invisível
E sinto de Antemão,
Que toco a tua mão.
E o teu espírito
Afaga o meu coração.
20AGO2018
JC
segunda-feira, 20 de agosto de 2018
segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018
POETA NÃO SOU 164
FEITIÇARIA
Nasci com passado,
Nasci marcado,
Nasci com pecado,
Sui generis, original.
Pecado sem memoria
Nem consciência.
Pecado original,
Que me roubou
A pureza e a inocência.
Como se a minha procriação
E geração
Fosse marcada
Por vinho azedado
E sangue adulterado,
Contaminado.
Como se
Essa viagem louca
Do espermatozoide
Fulminante,
Atomica,
Fosse uma maldição
E não uma benção
Do Amor, da união.
Fatal contradição.
Nascer trucidado
Pelo passado não vivido
E pelo pecado sem original.
Pecado original,
Um milagre,sim,
Pecaminoso e diabólico.
O meu nascimento
Puro e abençoado.
05/02/2018
J.C.
FEITIÇARIA
Nasci com passado,
Nasci marcado,
Nasci com pecado,
Sui generis, original.
Pecado sem memoria
Nem consciência.
Pecado original,
Que me roubou
A pureza e a inocência.
Como se a minha procriação
E geração
Fosse marcada
Por vinho azedado
E sangue adulterado,
Contaminado.
Como se
Essa viagem louca
Do espermatozoide
Fulminante,
Atomica,
Fosse uma maldição
E não uma benção
Do Amor, da união.
Fatal contradição.
Nascer trucidado
Pelo passado não vivido
E pelo pecado sem original.
Pecado original,
Um milagre,sim,
Pecaminoso e diabólico.
O meu nascimento
Puro e abençoado.
05/02/2018
J.C.
quarta-feira, 31 de janeiro de 2018
POETA NÃO SOU 162
Um minuto
Da-me
Um minuto,
Para contigo,
Poder conversar,
Em silencio.
Da-me
Um minuto,
Para contigo,
Poder conversar
Atraves, apenas,
Do nosso olhar.
Da-me
Um minuto,
Para contigo,
Poder estar,
Olho no olho
E o nariz encostar.
Da-me
Um minuto,
Para nesses
Felizes instantes,
Podermos dizer
O que nos vai na alma
E em silencios
Constantes,
Poder-mos
Transmitir,
Sentimentos, antes,
A ninguem ditos.
Da-me
Um minuto,
Para os meus labios
Aos teus encostar,
E poder guardar,
Eternamente,
Esse momento
De grande felicidade.
Da-me
Um minuto
E pergunta
Se nos amamos.
Dez 99
JC
Um minuto
Da-me
Um minuto,
Para contigo,
Poder conversar,
Em silencio.
Da-me
Um minuto,
Para contigo,
Poder conversar
Atraves, apenas,
Do nosso olhar.
Da-me
Um minuto,
Para contigo,
Poder estar,
Olho no olho
E o nariz encostar.
Da-me
Um minuto,
Para nesses
Felizes instantes,
Podermos dizer
O que nos vai na alma
E em silencios
Constantes,
Poder-mos
Transmitir,
Sentimentos, antes,
A ninguem ditos.
Da-me
Um minuto,
Para os meus labios
Aos teus encostar,
E poder guardar,
Eternamente,
Esse momento
De grande felicidade.
Da-me
Um minuto
E pergunta
Se nos amamos.
Dez 99
JC
POETA NÃO SOU 161
MUSA
Aproxima-te
Enrosca-te
Cola-te
Com a melhor
Super cola.
Para que
Não te possas arrepender.
E se acontecer
Fiques eternamente
Tatuada
Em toda tua pele.
E recordes
Que quebras-te
Um juramento.
Desenroscada,
Descolada,
Recorda
A minha alma
Destrocada
E ensanguentada.
Mas ainda sonhando
E apaixonada.
31/01/2018
J.C.
|
terça-feira, 19 de dezembro de 2017
POETA NÃO SOU 160
TORRÃO
Parece
Torrão de chocolate,
Que apetece
Meter na boca,
Saboreando,
Sua doçura,
Sem trincar.
Deixando derreter,
Lentamente,
Absorver seu gosto
Doce, doce,
Que me faz esquecer
Amargos de fel.
Pareces
Torrão de chocolate ,
Que apetece
Trincar,
Para mais rapidamente
Tua doçura beber.
E esse torrão
Poder transformar
Numa bela mulher,
Que se quer
E deseja Amar.
Instantes de felicidade,
Que bailam
Na minha imaginação
E que lamento
Não poder ser
Realidade.
Que lamento
Apenas serem
Ficção, imaginação,
Que não
Uma realidade
Uma realidade
Existente
No meu coração.
DEZ 99
JC
POETA NÃO SOU 159
PRINCESA
Princesa encantada
Nas teias movediças,
Que o Amor tece.
Mas nem sempre fornece
O calor, a força,
Que nos liberta.
E o Amor fenece,
Lentamente,
Num desespero constante,
Gritante,
Que nos atrofia
E nos rouba a alegria.
Fora eu
O teu príncepe encantado,
Para te libertar,
Para te devolver
A tua alegria,
A tua força de Amar.
De alegria morreria,
Se eternamente,
Nos pudesse-mos Amar.
DEZ 99
JC
PRINCESA
Princesa encantada
Nas teias movediças,
Que o Amor tece.
Mas nem sempre fornece
O calor, a força,
Que nos liberta.
E o Amor fenece,
Lentamente,
Num desespero constante,
Gritante,
Que nos atrofia
E nos rouba a alegria.
Fora eu
O teu príncepe encantado,
Para te libertar,
Para te devolver
A tua alegria,
A tua força de Amar.
De alegria morreria,
Se eternamente,
Nos pudesse-mos Amar.
DEZ 99
JC
POETA NÃO SOU 158
ILUSÃO
Fim de ano;
Mais um ano a acabar,
Sem nada terminar.
Fim de ano
Em que tudo vai continuar.
Já não quero caminhar.
Novo ano.
Mais um filme de horror.
Os mesmos males
Vão lá estar:
A guerra, a fome,
Os desastres; O desamor.
Não quero ser figurante
Nem sequer actor
De mais um ano.
Mais um filme de terror.
DEZ2010
JC
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