POETA NÃO SOU 47
LÁ LONGE
Sentir-te perto,
Mas tão distante.
Ter-te nos braços,
Mas sempre ausente.
Estar contigo,
É ver o sol
Através de uma nuvem negra.
Sentir, que se vai
O sol da primavera.
Para ficar
O escuro da tempestade.
É já longa a espera.
2013
JC
terça-feira, 2 de agosto de 2016
POETA NÃO SOU 46
AVE FERIDA
Teu corpo,
Oásis encontrado,
Após travessia
De longo deserto.
Teu corpo,
Satisfação encantada,
De atingir o cume,
De ingreme e serpenteada
Montanha.
Teu corpo,
Ave ferida, magoada,
Que não quer ser tratada.
Teu corpo,
Lago de àguas cálidas,
Reflectindo a luz
Do sol e do luar,
Onde apetece mergulhar.
Teu corpo,
Cascata que esconde,
Disfarçada na escarpa,
O acesso à alma,
Que me escapa.
2013
JC
AVE FERIDA
Teu corpo,
Oásis encontrado,
Após travessia
De longo deserto.
Teu corpo,
Satisfação encantada,
De atingir o cume,
De ingreme e serpenteada
Montanha.
Teu corpo,
Ave ferida, magoada,
Que não quer ser tratada.
Teu corpo,
Lago de àguas cálidas,
Reflectindo a luz
Do sol e do luar,
Onde apetece mergulhar.
Teu corpo,
Cascata que esconde,
Disfarçada na escarpa,
O acesso à alma,
Que me escapa.
2013
JC
quarta-feira, 27 de julho de 2016
POETA NÃO SOU 45
ÀS PORTAS DO CÉU
Se eu fosse à serra,
Se eu fosse ao campo,
Se tu deixasses minh'alma,
No encanto
Do teu regaço,
Ficava perto do paraíso.
Olhar-te nos olhos,
Semicerrados de ternura.
Saborear a candura
Do teu sorriso.
Esborrachar os teus labios
E gozar o gosto a romã.
E sonhar...
Ficar ao léu,
Às portas do céu.
2013
JC
ÀS PORTAS DO CÉU
Se eu fosse à serra,
Se eu fosse ao campo,
Se tu deixasses minh'alma,
No encanto
Do teu regaço,
Ficava perto do paraíso.
Olhar-te nos olhos,
Semicerrados de ternura.
Saborear a candura
Do teu sorriso.
Esborrachar os teus labios
E gozar o gosto a romã.
E sonhar...
Ficar ao léu,
Às portas do céu.
2013
JC
POETA NÃO SOU 44
O MEU NINHO
Se fosse
Uma andorinha,
Voava pelo teu beiral.
Nele não faria ninho.
Procurando,
Para me acolher,
Um cantinho
No teu regaço.
Descansado
E aconchegado,
Já não partiria
Em cada primavera.
E no cantinho
Do teu regaço,
Se me deixasses,
Nele me acolheria.
E aí ficaria,
Eternamente
Enamorado,
Do meu ninho de regaço.
2013
JC
O MEU NINHO
Se fosse
Uma andorinha,
Voava pelo teu beiral.
Nele não faria ninho.
Procurando,
Para me acolher,
Um cantinho
No teu regaço.
Descansado
E aconchegado,
Já não partiria
Em cada primavera.
E no cantinho
Do teu regaço,
Se me deixasses,
Nele me acolheria.
E aí ficaria,
Eternamente
Enamorado,
Do meu ninho de regaço.
2013
JC
POETA NÃO SOU 43
SONHANDO
Os meus olhos são loucos.
Loucos e indomáveis,
Que não consigo dominar.
A sua loucura
Faz-me sonhar,
Com a porta de um quarto.
Espreitei pela fechadura.
Vi um corpo desnudado,
De contornos visiveis,
Seios espetados,
Na barra do lençol.
A porta estava fechada.
Estava a descansar.
Não consegui entrar,
Para te acarinhar.
Para te ajudar a sonhar.
2013
JC
SONHANDO
Os meus olhos são loucos.
Loucos e indomáveis,
Que não consigo dominar.
A sua loucura
Faz-me sonhar,
Com a porta de um quarto.
Espreitei pela fechadura.
Vi um corpo desnudado,
De contornos visiveis,
Seios espetados,
Na barra do lençol.
A porta estava fechada.
Estava a descansar.
Não consegui entrar,
Para te acarinhar.
Para te ajudar a sonhar.
2013
JC
POETA NÃO SOU 42
MAR ENAMORADO
Passeava,
Beleza triste,
Atormentada,
Pela orla da praia.
O mar,
A espreitava
E seguia.
E longas ondas
Espraiadas,
De espuma branca,
Mansamente,
Os pés lhe banhavam.
Querendo, não podendo,
Levar sua tormenta.
Tormenta d' alma.
Tormenta de desilusão.
Sentada no areal,
Derramava seu mal.
E uma onda delicada
E perfumada de maresia
A banhou.
E o mar lhe chamou
Minha sereia
De beleza triste.
E exclamou:
Quem não te amou.
Jan 2011
JC
MAR ENAMORADO
Passeava,
Beleza triste,
Atormentada,
Pela orla da praia.
O mar,
A espreitava
E seguia.
E longas ondas
Espraiadas,
De espuma branca,
Mansamente,
Os pés lhe banhavam.
Querendo, não podendo,
Levar sua tormenta.
Tormenta d' alma.
Tormenta de desilusão.
Sentada no areal,
Derramava seu mal.
E uma onda delicada
E perfumada de maresia
A banhou.
E o mar lhe chamou
Minha sereia
De beleza triste.
E exclamou:
Quem não te amou.
Jan 2011
JC
sábado, 23 de julho de 2016
POETA NÃO SOU 41
LABIRINTO
Quis
Saber quem sou;
O que faço aqui.
Olhei o exterior.
Nem chuva, nem vento,
Nem ave, nem rio,
Nada me disseram.
Olhei o interior.
Fiquei espantado
Com tanto desarrumo.
Procurei alinhar
Os sentimentos,
Que me escapavam,
Num imenso labirinto.
Tropecei no Amor.
Que fugiu, fugiu, fugiu
Como lebre
Com galgo atras.
E quase agarrava a dor.
Desesperado,
Adormeci cansado.
Sem despertador.
Jan 2014
JC
LABIRINTO
Quis
Saber quem sou;
O que faço aqui.
Olhei o exterior.
Nem chuva, nem vento,
Nem ave, nem rio,
Nada me disseram.
Olhei o interior.
Fiquei espantado
Com tanto desarrumo.
Procurei alinhar
Os sentimentos,
Que me escapavam,
Num imenso labirinto.
Tropecei no Amor.
Que fugiu, fugiu, fugiu
Como lebre
Com galgo atras.
E quase agarrava a dor.
Desesperado,
Adormeci cansado.
Sem despertador.
Jan 2014
JC
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