sábado, 16 de setembro de 2017

DOGMAS DE DOMINAÇÃO

A metafisica é um falso problema pois que mada está para lá das coisas fisicas ou do existente ou seja das coisas existentes.
O problema da metafisica sendo o que esta para alem do Ser Humano ( SH ) é não um problema metafisico mas um problema metahumano ou melhor um problema metahumano, quando o SH não consegue uma explicação palpavel bastante para determinada materia ou questão atira para o saco routo da metafisica, tendo muita fé de que um qualquer milagre encontre uma explicação.
São metahumanos alguns aspectos da sua existencia e vivencia para os quais não encontra uma explicação palpavel, então esse problema ainda não resolvido passa a ser um problema metahumano pelo que se pode dizer que a metafisica não existe.
O SH precisa de uma explicação palpavel para tudo o que o rodeia  e se não encontra essa explicação rapidamente procura uma explicação para alem do seu espirito, inventando os mais variados amuletos ou divindades ou deuses onde encontrar uma explicação.
O SH tem muita dificuldade em se autoanalisar e daí o seu temor pelo desconhecido.
O SH é um ser condicionado numa primeira fase da sua vida e ainda na sua vida intra-uterina.
Essa influência fica como uma especie de marca para toda a vida embora possa haver pequenas  correcções de comportamento e ideias , quando atinge autonomia total.
Total nunca se pode dizer que o seja  pois que o SH estara sempre dependente do meio em que se move e se acaba de construir.
Esse meio de influencia abarca sobretudo a sua dependencia economica , que se boa acaba por influenciar positivamente e se má acaba por influenciar negativamente.
Cada SH, embora não o admita fica com um ferrete para o resto da vida dificil de se livrar dele.
A influencia que o SH sofre na primeira fase da sua vida acontece porque sendo autonomo e com total liberdade teorica o SH necessita para o seu total bem estar de justificação e explicação para tudo, inclusive, para a sua propria existencia.
Mas como tem uma imaginação transcendental é facil inventar necessidades espirituais.
Necessidades que criadas pelo seu espirito àvido de justificações acaba por o condicionar e acabando por o amarrar aos " medos " e à tortura psicologica da existencia justificada por um " deus" que nada resolve.
A questão da existencia do SH devia ser uma necessidade primordial de toda a ciência e de todas as especulações filosoficas com a afirmação peremptoria de que o SH É afirmando e não duvidando dessa certeza.
Procurando atraves do seu pensamento livre e autonomo concentrar esforços para se intro inspeccionar e autoanalisar não procurando no seu entorno exterior explicações que nada explicam ou explicam com uma qualquer metafisica ou uma qualquer fé.
E uma das maiores debilidades do SH é na sequencia dos seus medos inculcados e das necessidade de explicações aceitar a liderança de elites oportunistas e parasitas, que se aproveitam dessa debilidade ancestral para que o SH pareça mais tranquilo, pelo menos aparentemente.
A criação de um " deus " unico e a tentativa da sua imposição, mesmo aqueles que já  tinham a sua fé e as suas crenças ancestrais , atraves de um golpe politico religioso condenando-se à morte os que não aceitavam deixar as suas crenças de milhares de anos é a prova provada da dominação dogmatica do SH pelo SH.
Este golpe politico religioso confinado a uma parte infima da europa ocidental foi uma decisão politica das mais obscurantistas, que alguma vez se inventou.
Foram os gregos que elaboraram teorias sistematicas do Universo atraves da filosofia, respeitando no entanto a existencia dos seus " deuses ".
Os gregos pouco disseram ou mesmo nada disseram sobre o monoteismo, mas alguem se aproveitou das suas obras de tendencia religiosa, em que, segundo alguns, atingiram um alto nivel de desenvolvimento.
Não podemos esquecer que um dos arautos da reforma da biblia e criação da nova era judeu, seguindo o judaismo ate à queda de jerusalem  por volta de 340 da era actual, mas era tambem cidadão romano e conhecia muito bem as doutrinas e os ensinamentos gregos.
Apos a aprovação desta nova biblia em evangelhos escolhidos à medida, sempre houve quem não aceitasse esta alteração e estivesse disposto a seguir a nova orientação doutrinal, preferindo continuar a seguir a antiga.
Toda a Idade Media é uma confrontação intelectual entre a antiga e a nova doutrina religiosa  e rapidamente apareceram os teologos seguidores e doutrinadores da nova teologia.
Quase todos os doutrinadores da Idade Media eram homens ligados à igreja , que tinham todo o interesse em que o maior numero de SH fossem arrebanhados para a causa deles e que lhes interessava.
Mas no sec 19 já poucos eram da igreja pelo que a filosofia moderna foi criada por leigos dispostos a dar respostas à cidade natural dos SH e não à cidade sobrenatural de "deus".
A religião, a teologia e a existencia ou não de "deus" eram materias, que não eram adequadas para a especulação filosofica, sendo consideradas questões de fé cujas verdades reveladas só são atingidas para quem possui a tal dita cuja fé, sendo os membros da igreja os destinatarios da doutrina dita sagrada.
Passou a haver uma separação real entre a sabedoria filosofica e a sabedoria teologica.
Alguns filosofos post idade media pregando o seu afastamento da teologia  e da fé no entanto esforçavam-se por ganhar o céu sobrenatural e a salvação com medo da sua finitude, do pecado e do inferno.
Uma boa dialectica, já arrunada no bau das recordações, impunha-se para que explicassem o que entendiam por salvação, de que queriam ser salvos e para onde queriam ser salvos, certamente para a eternidade.
A grande diferença pode estar em que nenhum dos deuses gregos e da sua religião alguma vez reclamara ser o uno, unico e supremo ser, criador do " mundo ", primeiro principio e fim ultimo de todas as coisas.
Esta criação de uma entidade sobrenatural e criadora de todas as coisas é o maior desprimor e despromoção do SH.
Só o SH é a primeira substancia pensante, não criada e independente, que é inata ao SH.
Só o SH possui os atributos de um ser autoexistente infinito, todo poderoso, uno, unico, que apos o sopro da vida explode em toda a sua grandeza e genialidade e tudo o que o rodeia é da sua criação racional.
Tudo depende do ilustre SER HUMANO  e das sua cogitações.
SET 2017
JC









quarta-feira, 6 de setembro de 2017

POETA NÃO SOU 141 

SEM SONO

Deixa-me sonhar,
Sonhar.
Sonhar com o odor
Da tua pele,
Macia, sedosa,
Como petala de flor.
Deixa-me sonhar, 
Sonhar.
Sonhar com o relevo
Da tua pele,
Sonhar com teus montes
Alcantilados, eriçados.
Deixa-me sonhar,
Sonhar.
Sonhar com teus vales,
Verdejantes e humidos,
Semelhantes
Ao jardim do eden.
Deixa-me sonhar 
Acordado.
Deixa-me ser 
Teu amigo.
Dar-te-ei meu coração.
Desfolha-o
E deposita
Suas petalas
Na tua mão
Darte-ão
O aroma da Felicidade.
Nov10
JC


POETA NÃO SOU 140

MAR ENAMORADO

Passeava,
Beleza triste,
Atormentada, 
Pela orla da praia.
O mar
A espreitava
E seguia.
E longas ondas 
Espraiadas,
Mansamente
Os pés banhavam.
Querendo, não podendo,
Lavar sua tormenta.
Tormenta d'alma
Tormenta de mar.
Sentada no areal
Derramava seu mal.
Uma onda delicada
E perfumada de maresia
A banhou,
E o mar lhe chamou
De beleza triste
E exclamou:
Quem não te Amou.
Jan11
JC

POETA NÃO SOU 139

SEDUÇÃO

Estás linda,
Meu amor,
Com os teus cabelos
Dourados,
Em ondas suaves,
Desmaiados.
Com os teus olhos verdes
Lembrando azeitonas,
No teu rosto implantadas.
Com teu vestido,
De tons a condizer,
E que o seu feitio rodado
Te suspende no empedrado.
Com o teu perfume
Corporal
De odor natural, enebriante,
Que me atrai
E me deixa ébrio
De paixão delirante.
Mas, se nos meus olhos, 
Todo o teu encanto
Não passa despercebido,
Porque exterior,
É, no entanto, 
O teu íntimo,
Que mais aprecio,
No teu limpido olhar,
No qual adoro mergulhar.
No teu sorriso,
Espelho d'alma,

Limpida e pura,
Como a neve
Da alta montanha, ao luar.
No teu respirar,
Brisa leve,
Em tarde outonal,
Que me acaricia a face,
Qual beijo carinhoso e facial.
Porque diferente,
Do que outros vêm em ti,
O que eu gosto de ver
É a beleza do teu Ser, 
É o encanto do teu interior,
A tua beleza d'alma.
Não me seduzas Amor,
Que já há muito
Estou seduzido.
Out 98
JC

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

FALACIA DA FÉ BOA E DA FÉ MÁ

O SER HUMANO ( SH ) é bombardeado diariamente com conceptualizações ou conceptismos, que mais o oprimem de que libertam e até o torturam psicologicamente, como é o conceito de céu. Claro que o " céu " não existe e é uma criação espirita para dominação da religião e prolongamento da sua dominação psicologica do SH pelo SH.
Céu e inferno podem arrumar-se na mesma gaveta  pois que nenhum  destes conceitos tem existencia objectiva, sendo apenas uma criação espirita e instrumentos de dominação.
Algumas das reflexões que me inquietam e me espantam ou talvez não, é da maneira como as elites para dominarem, dominando, escavam poços onde arrumam as conceptualizações mais humilhantes para o SH e quando, de tempos a tempos vão ao fundo do poço buscar um velho conceito, caido em desuso, mas que de repente, reaparece, como sendo qualquer coisa de novo: " novo mundo ", nova doutrina, nova politica, etc., que de repente na defesa de uma suposta doutrina superior ( cristianismo ) rapidamente apelidam todos os outros , p.ex., como pagãos.
E pagãos passaram a ser todos os que não eram cristãos em torno do sec 4 , que os cristãos do Imperio Romano, particularmente do ocidente, usaram ou a  apelidaram, quando se referiam a um SH que não era cristão e que ainda acreditava nos antigos deuses romanos e seculares.
Mas o paganismo não era assim tão mau como algumas das suas caracteristicas mostram:
Uma das principais caracteristicas era de que a religiosidade pagã era a imanencia divina. A divindade encontrava-se ou encontra-se na natureza, o que incluia os Seres Humanos, manifestando-se atraves dos seus fenomenos.
Outra das caracteristicas muito importante era, é, a ausencia de noção de pecado, inferno e tambem a noção de santidade  e mal absoluto ou do profano.
As religiões pagãs não precisavam de templos, pelo menos inicialmente, pois que era a terra a sacrilizada, com a existencia de sitios sagrados, alguns que se mantiveram e foram aproveitados pela igreja catolica, para não afastar a clientela.
Eram os ciclos naturais e agricolas, que determinavam  e em que o calendario religioso se confundia  com o calendario sazonal agricola , o que lhe conferia um caracter de fertilidade.
Havia uma relação pessoal SERES HUMANOS/DEUSES , o que não permitia o dogmatismo das estruturas religiosas  e padronizadas havendo uma grande liberdade de culto.
Havia uma religiosidade domestica, por familia ou grupos familiares ou grandes festivais em que os rituais eram comunitarios e todos os membros da comunidade participavam.
Os feitiços traduziam uma religiosidade magica com a natureza. As divindades eram representadas ao nivel terreno o que tornava as religiões pagãs com um menor conflito interior não pregando a necessidade de se dominarem ou conter impulsos ou pulsões naturais deixando-as fluir livremente, sem culpa nem pecado.
Eram religiões intuitivas e corporais pois que os pagãos valorizavam mais a vivencia da religiosidade pelo corpo , sem a noção metafisica platonica/socratica e judaico cristã de corpo versus espirito.
A vida postmortem ou depois do fim da vida, nunca foi um ideal pagão pois consideravam que o encontro com o divino se dava sempre  em comunhão com a natureza. Madre terra dizem alguns povos sul-americanos, que mantêm uma forte ligação à terra tida como sagrada e viva, levando a um fundamental respeito a todas as formas de vida e de existencia.
Daí a cultura pagã ter uma relação magica com a natureza. Com o cristianismo abandonou-se a ligação à terra e aos seus ciclos e a importancia que tem para o SH.
Quebra-se a relação pessoal com os deuses para se criar um " mundo " espirita do pecado, do inferno, do céu, do julgamento final, para criar uma atmosfera espiritual de temor e de tortura psicologica, mesmo alem do fim da vida de cada SH. Uma tortura psicologica durante a vida e para a eternidade.
O paganismo é mais respeitador das necessidades materiais e espirituais do SH e sem medos ou torturas.
Havia que dominar e arrebanhar os antigos pagãos e nada melhor que proibir com uma primeira tentativa no ano de 392 da era deles e com a pena de morte a quem continuasse a fazer rituais pagãos.
Claro que eram mortos com um exacerbado Amor cristão.
A igreja catolica apostolica e romana nunca conseguiu extinguir, de facto, as crenças classificadas de pagãs, havendo durante muito tempo e ainda hoje uma fé dupla, em que a minha é melhor do que a tua.
Nada como perseguir e condenar à morte aqueles que tinham crenças tão ou mais verdadeiras, mais antigas e muitos SH foram condenados à morte, com muito amor cristão, acusados de bruxaria, sobretudo contra curandeiros e bruxos adeptos das medicinas naturais e não das medicinas cientificas. Preferiam um chá a uma aspirina, vá la saber-se porquê.
Depois do saque de Roma imperial em 410 da era deles, pagãos e cristãos estão em conflito aberto pois que os romanos, agora ditos pagãos, responsabilizam os cristãos pelo desastre de Roma ao abandonar o culto dos deuses, que tinham feito a fortuna e a gloria de Roma.
Logo apareceu um solicito teologo, por acaso criado e educado no paganismo, Agotinho, demonstrando ou tentando provar que a Roma não lhe faltaram êxitos com o aparecimento do misticismo e da igreja catolica apostolica e romana, acabando por concluir com algum ineditismo de que as virtudes Humanas, i.é., do SH e dos cidadãos é que explicam a grandeza do Imperio Romano do que a intervenção dos deuses ou do deus.
Pode-se concluir, que é o SH que faz a religião e não  a religião que faz o SH.
Foi uma distinção radical, que entre a cidade dos homens e tambem dos SH com pecado imperial  e a cidade de deus, virtual e sem pecado mas sem o brilhantismo de uma cidade imperial, em que as suas gentes se valiam dos seus deuses numa procura singular ou individual para marcar o seu destino, que será o inexoravel fim da vida de que os deuses ou o deus não nos podem libertar.
O cristianismo ocidental apostolico romano inculcou nos espiritos de cada crente a crença inatingivel na libertação ou salvação eterna.
Uma ficção espirita da cidade virtual de "deus", no céu.
Ago2017
JC




sábado, 26 de agosto de 2017

POETA NÃO SOU 138

DESERTO

Atravesso o deserto
De um tamanho
De desesperar.
Sonhando encontrar
Um oasis
Onde descansar.
Sedento
Parece que vou desfalecer,
Queimado pelo sol
E pela solidão.
Parece, que vou morrer,
Sem saber como se morre.
Mas o desejo
De te ver,
De sentir o teu odor.
A esperança 
De no oasis do teu Amor,
Finalmente, me encontrar,
Faz-me lutar
E tudo tentar vencer,
Para que apartados do mundo,
Refugiados,
Tu no meu
Eu no teu Amor,
Nos deixem,
Não no deserto,
Mas num oasis de felicidade
E encantamento,
De que os nossos corpos
Serão o alimento
E o fogo do nosso Amor.
Out 98 
JC



POETA NÃO SOU 137

MADRUGADA

Espero a madrugada,
Madrugada com aurora,
Que me trará a hora
De encontrar a felicidade,
Que perdi,
E me fez entrar
Numa longa noite
De solidão,
Que me traz negro o coração
De solidão,
Sem amor, sem mão 
Amiga para estender.
Espero essa aurora,
Ansiosamente,
Desesperadamente,
Com receio, que seja,
O meu ultimo anseio
De poder expressar
O meu sentimento
Apelidado de "louco".
E ao ouvido
Te poder sussurrar,
Que és a minha aurora,
Nascente de alegria,
Que das cinzas
Me fez renascer
E me fez acreditar
Que o ser 
Ainda pode renascer.
E dar-te
O que mereces,
O que desejas, 
Do viver.
Out 98
JC


POETA NÃO SOU 136

SONHO

Queria,
Que minh'alma
Fosse um areal,
De areia fina, 
Dourada,
Do tom
Dos teus cabelos, 
Enleados,
Onde
Ao passares
Ficasse o teu pé 
Gravado.
Onde, deitada,
Ficasse
A silhueta 
Do teu corpo
Gravado, qual negativo, 
Para que nas horas vazias 
Pudesse, em sonhos,
Dar carícias 
Ao teu busto,
Às tuas ancas,
À tua cintura fina.
E se molestado
Pelo vento,
Mais violento,
Te protegeria
E cobriria 
Com fina pelicula
De areia fina 
E leve
Para te proteger
Da intemperie, 
Qual unguento
Que não deixasse, 
Que qualquer mal
Te acontecesse.
Não sou areia,
Nem unguento.
Olho-te e sonho.
E de não o ser 
Me lamento.
Dez 98 
JC

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

A FALACIA DA PROPRIEDADE


A partir de certa altura da longa história do Ser Humano ( SH) considerou-se ser necessária uma nova ordem juridico/politica bruguesa.
O substracto dessa nova ordem foi a criação do capitalismo e a destruição de ancestrais condições economicas mais vantajosas para as maiorias.
Tirando alguns privilégios da nobreza e da monarquia no entanto os SH maioritariamnte dependentes ainda conseguiam ter alguma vantagem como eram aqueles que estavam adstritos à terra, que cultivavam e conhiam para si e para a sua familia, sendo a outra parte para o suserano.
Essa nova ordem nunca mais deixou de reinar, tendo privilegios muito superiores aos feudais em que a grande maioria passou a classe  proletaria sem terra e sem qualquer fonte de rendimento.
Havia que massificar os SH para que ficassem em absoluto dependentes do capitalista, considerada a grande maioria assalariada como indolentes e preguiçosos incapazes de gerirem o pouco dinheiro que lhes era pago, sendo esta uma das explicações para a sua pobreza.
Estava em voga no sec. 18 como ainda hoje a tese da preguiça natural das classes trabalhadores que por culpa sua eram pobres.
Esta ideia foi o embrião das concepções deterministas, que vieram a dar apoio e legitimar o racismo e que ainda hoje explicam o subdesenvolvimento como um fenomeno perfeitamente natural e culpa apenas e só dos preguiçosos trabalhadores.
Começou tambem a coisificação dos trabalhadores assalariados justificando a " exploração do homem pelo homem " . Deixou de haver trabalhadores e muito menos SERES HUMANOS.
Diziam os teoricos que de um lado havia uma elite diligente, como hoje, e do outro lado uma escumalha preguiçosa, que nem para trabalhar serviam, como hoje.
Desta leitura nasce a pobreza da grande massa a qual continua a não ter nada para vender a não ser a si propria e a riqueza de uns poucos, que apesar de há muito terem deixado de trabalhar a sua riqueza cresce continuamente.
Alguns referem a lenda do pecado original teologico, que conta como o SH ( " o homem criado " ) foi condenado a comer o pão com o suor do seu rosto por ter comido a maçã da arvore da sabedoria. 
A lenda do pecado original economico conta como é que há SH ( pessoas ) , que não precisam de trabalhar para enriquecer cada vez mais.
Estas duas lendas ou talvez mais reais do que parecem, explicam as relações de produção capitalistas : A nova ordem permitiu a acumulação de capitais nas mãos de uma nova classe social. O 1º banco foi criado em Inglaterra por volta de 1684.
E a emergência de uma nova classe social de trabalhadores " livres " mas condenados a condições de trabalho infra-humanas.
A acumulação de capitais é um atropelo constante das maiorias saqueadas que as cruzadas e as supostas viagens de circum-navegação permitiam.
Os SH ( " achados " ) Brasil ou supostamente descobertos não tinham qualquer direito sobre aquilo que já possuiam e que as elites descobridoras saquearam.
Mas tambem na europa se aplicou a nova ordem juridico/politica sobretudo com a expulsão dos camponeses pobres ( servos ou não ) das terras que cultivavam e nas quais garantiam a sua subsistencia e a do seu agregado familiar.
Passaram a ser livres das correntes da servidão feudal para passarem a ser proletarios  ou operarios escravizados pelo trabalho e a ganhar o pão com o suor do seu rosto, dizem alguns, que o " diabo " amassou.
Houve quem os considerasse mercenarios porque vendiam a sua força de trabalho por um misero ordenado, como ainda hoje.
Esta nova ordem juridico/politica foi acompanhada por uma chamada revolução inglesa sobretudo no campo da agricultura e da industria.
A violência é a parteira de toda a velha sociedade que estava gravida de uma nova, que dá apoio à transformação do modo de produção feudal em capitalista.
A acumulação original de capital acelera-se com o sistema colonial , com o sistema de divida ao estado ( ainda não existia a troika ), impostos, sistema protecionista e as cruzadas, que atraves dos mercadores italianos e não só, que ate ao sec. 15 permitiram com o comercio com o oriente grandes lucros com bens apenas ao alcance das classes dominantes.
Foi com o poderio dos açambarcadores, usurarios, comerciantes, especuladores, banqueiros, que se acentuou a  acumulação primitiva de capital.
Com os açambarcamentos de certas materias, com a especulação dos preços dos produtos de primeira necessidade nasceu uma burguesia comercial, que rapidamente se aproximou da antiga nobreza dado que passaram a defender mais ou menos os mesmos interesses. Serem ricos atraves da desgraça das maiorias.
As viagens atlanticas de Portugal e Espanha abriram novos mercados com novos produtos e os escravos, tendo aqui nascido o 1º comercio mundial com fabulosos lucros transformando-se numa actividade bastante prospera e rapidamente monopolizada por grandes sociedades de acções entretanto criadas sobretudo em Inglaterra, frança e paises baixos.
Esta mundialização do comercio deu lugar a uma revolução comercial a que os SH escravos deram uma grande força.
Os povos autoctenes dos paises colonizados foram os mais sacrificados pois que a quantidade de ouro e prata que possuiam foi objecto de saque incontrolavel, particularmente, Incas e Maias, alem de utilizarem mão de obra escrava e negócio de venda de escravos.
Alem das condições duras de trabalho ( por escravos ou não ) a base da civilização dos povos indigenas foram destruidas e muita dessas populações dizimadas e a base da acumulação monetaria da europa dependeu do grau de exploração do escravo e trabalhador americano colonizado.
A verdadeira riqueza deixa de ser a propriedade de terras para passar a residir na titularidade dos papeis de credito. Ai a troika. 
A riqueza desmaterializou-se e as classes de trabalhadores do campo e do artesanato sofreram com a diminuição do seu poder de compra, como hoje, em que os poderes publicos preceituavam regras de fixação de salarios ( baixos e minimos ) negando o direito de assossiação, com horarios de 12 horas por dia.
As massas camponesas ligadas à terra e que cultivavam em virtude de direitos feudais sofreram e quase  desapareceram com a chegada dos capitais à agricultura.
Os campos são ocupados por rebanhos de gado lanigero para produzir lã para as manufacturas sendo considerada a primeira especialização da agricultura e que deu lugar à proletarização dos camponeses.
A riqueza passou a ser a fonte do prestigio e do poder dando lugar ao aniquilamento das antigas casas feudais. Tudo pacifico e em nome do progresso e salvaguardando sempre o viver das maiorias!!
Nos finais do sec 15 existia a propriedade comunal tradicionalmente utilizada pelos povos de uma certa região para nelas se abastecerem de lenha e madeira para a construção das suas casas e apascentarem os seus rebanhos.
Esta propriedade comunal foi usurpada pelo estado e transformada de terras de cultivo em terras de pastagem e os camponeses expulsos de onde tiravam o seu sustento ficando à mercê de quem lhes desse trabalho em condições inumanas e que deram lugar a grandes massas de mendigos e vagabundos.
Estes vagabundos estiveram na base do proletariado moderno.
Os artesanos foram vitimas mais ou menos do mesmo. Os artesãos eram pequenos produtores autonomos que viviam do rendimento do seu trabalho e da venda do que faziam sem intermediarios.
O comerciante aparece e passou a comprar o produzido pelo artesão passando a ser intermediarios junto do comprador e o artesão perde o control do produto do seu trabalho.
Mais tarde da-se a a separação com os meios de produção que lhe pertenciam ficando à mercê do empresario.
A nova ordem juridico/politica-religiosa estava aí com o nome de capitalismo, que se impõs quando a burguesia enriquecida à custa do saque, da usurpação, da escravatura e sobretudo com a proletarização de grandes massas de SH atirados para a vagabundagem e a mendicidade, tudo em nome do progresso e dos direitos humanos, como hoje ainda se verifica.
Onde entra a historia do SH em toda esta alteração da ordem social existente e criação da nova ordem social ?
De SH livres e com alguns direitos existentes no feudalismo, de vida saudavel no campo, a SH escravizados e sem quaisquer direitos e a terem de ganhar o pão com o suor do seu rosto, como ainda hoje.
A rev. Industrial permitiu a transição do capitalismo ainda não totalmente potenciado para um estadio em que a " revolução " das tecnicas de produção e um processo especifico de produção nas fabricas.
O excedente da produção dito " social " assume a forma monetaria e é apropriado ( acumulado ) pelo capitalista proprietario dos meios de produção, que o artesão entretanto tinha perdido.
As inovações tecnicas são imediatamente aplicadas à actividade rodutiva.
A industrialização arrastou consigo uma revolução economica e uma revolução social, transformando os costumes ancestrais , os valores e os sonhos da população camponesa e artesana, destruindo comunidades familiares para os transformar em mão de obra barata, disponivel e escrava.
Esta massa de trabalhadores , que antes viviam ao ritmo do trabalho no campo doi encarcelada em fabricas , trabalhando quinze horas por dia e persuadindo-as de que o trabalho na fabrica odios é a unica salvação, neste " mundo " e no outro. Assim uma especie de antecamara da ida para o ceú depois da " morte " ou seja do fim da vida; com discursos a condizer das elites portadores de ideologia alienante.
A degradação do SH e as situações de miseria moral e social com o alcoolismo, violência, criminalidade e suicidios em grande escala.
era a vida de subsistencia de um proletariado miseravel.
Os pobres criados com o saque das terras araveis e cultivaveiseram punidos por serem pobres e castigados por criarem filhos futuros indigentes .
Alguns alertaram de que o trabalhador é a fonte de toda a riqueza, mas o operario continua pobre e destituido , enquanto que aqueles que não trabalham são cada vez mais ricos e possuem abundância em excesso.
A partir da implantação do capitalismo à escala mundial assistiu-se à destruição das estruturas produtivas dos paises colonizados, porque as populações destes paises já viviam, mas foram lançados numa miseria degradante criando um enorme fosso entre ricos e trabalhadores cada vez mais pobres.
Tambem se falou de " escravos brancos " condenados a trabalhar ate à " morte ".
Os ingleses proibiram a entrada de escravos africanos e das colonias de entrarem em Inglaterra para que os residentes fossem obrigados a trabalhar.Eram os escravos brancos.
ao controlar a industria o capitalismo afirmou-se com a civilização das desigualdades. Maxima riqueza, maxima pobreza, como ainda hoje.
Estou à espera de ser nomeado pelo governo para a CGD para passar a ter uma remuneração nobre, isto é, de rico. O Zé pagode paga tudo.
Fome para a população mais numerosa e acumulação cada vez mais para os ricos, já bastante ricos.
De cerca de 1500 ate 1850 a actividade humana com a sua miseria tornava o SH num selvagem, tendo pouco mais do que aquilo que é necessario para não morrer de fome existindo sempre um exercito de SH prontos e de reserva para a actividade industrial.
Como hoje a pobreza extrema atingia e atinge milhões de SH e os que trabalham, apesar disso, vivem no limiar da pobreza  e da exclusão social. Existe sempre um "muro" invisivel que os aparta.
Os explorados são mantidos dentro do sistema, miseria moral do sistema capitalista, porque sem explorados o sistema não funcionaria.
Por sua vez os excluidos não contam para o sistema capitalista e são reduzidos a nada ou coisificados e passam a mercadoria barata e que vende a sua força de trabalho para ser explorado alegremente. Explorados acordai. Não necessitais de trabalhar.
Em resumo : os paises ricos da europa conseguiram as suas riquezas atraves do saque das riquezas dos outros selvagens, atraves de monopolios de mercadorias necessarias, conseguidas com trabalho escravo não remunerado dos paises colonizados, onde não havia SH.
Na europa com ocupação de terras comunais e destrição das condições de vida ligadas à terra, destinadas por usurpação à pastoricia enviando milhões de SH para a vadiagem, pobreza, indigência, como ainda hoje. É a grandeza dos imperios.
Brilhante capitalista e sociedade politico/financeira que vive da opolência à custa da desgraça da maioria dos SH, que compoem as populações maioritarias.
Esperemos que não haja uma invasão das cidades pelos mais necessitados ou que os explorados, todos, tomem consciencia e deixem livremente de trabalhar para o sistema opressor e explorador.
São estes paises ricos, que lideram as decisões politico/economicas e defensoras acerrimas dos DIREITOS HUMANOS mas só das elites, da nobreza e da burguesia capitalistas atolhadas ate ao pescoço na exploração dos SH pelos SH.
Pouco antes da rev. Francesa de 1789 os jovens eram raptados na europa. Chegados à colonia americana eram vendidos pelo capitão do navio e passaram a ser propriedade dos seus senhores capitalistas e qualquer ataque a este e outros direitos de propriedade era considerado uma violação dos direitos humanos, porque se considerava que só o proprietario tinha dignidade humana.
Só os direitos dos proprietarios eram direitos do homem. Pouco mudou ate hoje.
É antiga a ideia, como hoje, de que a sociedade tem de estar necessariamente dividida em duas classes: uma dos ricos que mandam atraves do capital politico financeiro; outra dos pobres, que servem desumanizados.
Para que o sistema subsista é necessario que exista uma infiniadde de SH uteis, para poderem trabalhar e serem escravizados, que não possuam absolutamente nada , apenas a sua miseria a que tenta fugir, vendendo e escravizando a sua força de trabalho.
Assim surgiu e se mantem a propriedade burguesa perfeita, absoluta e exclusiva.
Daí se considerar que só o proprietario é um verdadeiro cidadão e é a propriedade que faz o cidadão.
Se não a adquiriram com o suor do seu rosto mas a usurparam ou saquearam isso pouco importa aos interesses instalados.
Ago2017
JC






terça-feira, 8 de agosto de 2017

POETA NÃO SOU 135

INQUIETO

Não sei 
Onde estou.
Não sei
Onde parar,
Sem ninguem 
A quem Amar.
Ouço a musica,
Com balanço lento
Sem me conseguir 
Envolver.
Nos outros 
Compartimentos 
Barulho
De movimento.
Televisão, rádio,
Que nada me diz.
Compartimentos selados,
Frios, quase gelados.
Porque, o que acontece
Ali ao lado
Nada me diz.
Não aquece, nem arrefece.
O meu coração.
O meu maior sentimento,
Esta noutro lado,
Que me amarra,
Que me prende
E que me enleia,
Cada vez mais 
Como teia,
Que o meu amor tece.
Com fio que cola.
Quanto mais penso,
Quanto mais revolvo
O pensamento,
Mais me envolvo
Nas teias do meu amor.
Tormentoso
E com tamanho ardor,
Desconsolado e com dor
Por a minha amada
Não poder ser
O receptor
De tanto,tanto Amor.
Dez 98 
JC


POETA NÃO SOU 134

DESCRENTE

Existe 
O Amor.
Eu sabia...
Existem loucos.
Eu sabia...
Existem 
Loucos por amor.
Eu sabia...
Estás louco!...
Não creio.
De Amor.
Eu sabia...
Dez 98
JC
POETA NÃO SOU 133

PRENDAS

Há para aí 
Muitas prendas, 
Ditas
Materiais,

Que todos têm
Para dar,
Todos querem trocar
Dar e receber.
Dessas não quero,
Dar nem receber.
Há, outras, prendas,
Poucas,
Ditas espirituais,
Prendas d'alma,
Que poucos têm
Para dar.
Dessas
Eu sei que tens
Para compartilhar.
Essa,
Eu quero receber,
Se comigo,quiseres,
Dar e receber.
Dez98
JC
POETA NÃO SOU 132

NUVEM

Pela vidraça 
Da janela
Olho o horizonte
E aquela nuvem
De algodão branco
Na esperança
De que traga
O meu amor.
Pergunto à nuvem
O que traz no seu seio.
Trago lagrimas 
De dor
De um Amor,
Que não pode ser.
Sobre ti
As vou derramar,
Para que sintas 
A mesma dor
E não te lamentes.
Porque essa maleita
Não és só tu,
Que sentes,
Nem és só tu ,
Que entre dentes
Lamentas, 
O Amor desencontrado,
O amor adiado.
Dez98
JC
POETA NÃO SOU 131

Se e Mas...

Eu queria
Assistir 
Ao teu acordar,
Mas ...
Eu queria 
Seguir,
O teu lidar,
Mas ...
Eu queria 
As tuas lágrimas 
enxugar,
Mas ...
Eu queria
Na tua desnudada
Intimidade ficar,
Mas ...
Eu dava-te tudo
Se ...
Mas nada nesta vida

Se faz
Sem um se 
Ou um mas...
Não porque não amamos,
Não porque não desejamos, 
Mas por imperativo
De valores
Que nos traumam,
De ordens morais,
Que nos violam,
Porque,
A tantos ses e mas
Devemos obediência, 
Assim como,
A tantas outras coisas
Que tais.
Nega-me, se...
Ama-te, mas ...
Dez 98
JC

terça-feira, 1 de agosto de 2017

DESUMANIZAÇÃO DOGMATICA

Uma ideia platonica podia ser mais divina do que um "deus", não sendo no entanto um "deus". Para Platão não havia "deus" mas deuses.
A ideia de bem é a mais divina entre tudo o que é divino.Quem consegue subir as escadas dos seres, porque cada ser é uma unidade e é uno e inimitavel das coisas sensiveis ate à maior de todas as ideias alcança finalmente o primeiro ser- pode imaginar ver um " deus" mas não consegue ver o Ser Humano (SH), porque o SH não esta na classificação dos seres ditos  superiores.
O corpo Humano pode ser um robot que obedece à ordem do seu disco rigido - o cerebro Humano.
Ao contrario da alma grega o SH tem um cerebro, que tudo dita, tudo imagina, tudo ordena, atraves da sua experiência e da sua imaginação.
É um ser unico que apos a insuflação do sopro da vida existe por si proprio com absoluta autonomia, inclusive com uma fonte de energia cerebral, que acompanha o SH durante o ciclo de toda a sua vida ate se finar.
Poucos de nós temos noção da importância , que tem autopossuir uma fonte de alimentação energetica para toda a vida , sem dependencia de qualquer outra fonte de energia.
Daí que o SH ou Seres Humanos não tenham consciência da situação excepcional que ocupam no universo, de que são o seu centro.
As elites conseguem fazê-Lo desdenhar essa  primazia para qualquer outro ser vivo, sem o brilhantismo do cerebro Humano- um desconhecido .
Daí que o SH deva ser  considerado um centro uno e original de reacções e decisões livres dirigindo os seus actos de acordo com o seu conhecimento adquirido ou que lhe foi dado a conhecer - limitativo, normalmente, por interesses mesquinhos das elites instaladas.
Com vontade propria e existencia unica o SH não necessita para se explicar de nenhum principio - primeiro principio ou qualquer outro, que lhe seja de facto superior.
A atribuição ou consideração da existencia de uma qualquer entidade superior é só para denegrir a superioridade do SH aproveitando as suas fraquezas e debilidades espirituais.
Contra os filosofos gregos não existe uma explicação ultima pois que o SH e os seus  actos  são da sua inteira criação e não de mais nenhum criador. O SH como centro do universo é o unico criador.
Mitologia ou filosofia ou teologia os historiadores e os filosofos não entenderam ou não quiseram entender, que o SH é o unico ser criador compreendendo a cada passo os factos e fenomenos que o rodeiam e para os quais rapidamente encontra justificação.
O SH conhece aquilo que é - explicado e acaba por conhecer intrinsecamente aquilo que desconhece ainda.
O SH não tem nada de divino mas tudo de Humano-É um SER HUMANO com mausculas.
Tudo o que existe e na medida em que existe resulta do intelecto do SH , sendo o autor universal de todas as coisas belas e certas, fonte imediata de razão e verdade no intelectual.
Se existe um ser divino ( muitas duvidas ) esse ser divino só pode ser o SH, quando consegue agir na maxima perfeição para consigo e para com os outros.
Nem a teologia cristã nem a filosofia de Platão consideravam o SH com divino ou como superior a um qualquer "deus " inventado.
Os gregos tinham uma aproximação pois que os deuses gregos podiam incarnar com os humanos e ate terem filiação. Daí que alguns humanos se considerassem tambem divinos . Talvez daí a origem do divino.
Um filosofo é considerado um SH que se lembra da sua divindade -encarna a sua divindade , que procura atraves de uma purificação dialectica.
Mas aqui já não existem deuses mas um SH filosofando e comportando-se como um " deus " sem se interiorizar como um ser criador.
Os deuses eram providências para o SH , que os invocava para o ajudarem na sua vida e principalmente no seu destino.
Chega a haver uma comparação com os deuses sem que se considere o SH como ser superior e sem necessidade de " deus ".
A todo o movimento espontâneo os gregos atribuiam uma alma - como o sol e as estrelas - claro que não sabiam que era a terra que se movia.
E que o SH nos seus movimentos tambem possuiam uma alma - muito anterior a esta ideia de alma o SH já se movia- no entanto não reconheceram ao SH a sua superior existencia, sendo mais facil atribuir a um " deus " espirita.
Claro que nesta altura como ainda hoje não foi tomada em consideração toda a grandeza do cerebro humano.
O SH é o unico ser possuidor de beatitude secular de que os dogmas das religiões se aproveitaram e se aproveitam atraves de beatos e beatas falsos.
O SH não necessita nem precisa de se entreter a fingir ser " deus " , porque pela sua natureza é sabio que expressa na sua vida moral, quando não adulterada.
Os filosofos gregos libertaram os deuses gregos de cuidar das coisas terrestres e de auxiliarem os SH na sua vida quotidiana.Assim, o SH ficou espiritualmente ao abandono sendo presa facil da doutrina espirita.
Deste modo a filosofia grega  chegou ao fim dando lugar à metafisica sob a influencia da religião.
O SH é o unico ser uno-sem o qual nada mais pode existir e a sua unidade vai prevalecer eternamente atraves das gerações, de simplicidade absoluta de onde vem toda a multiplicidade reprodutiva da sua unicidade.
Ainda não existe uma fisofia do uno SH , que o estude em profundidade na sua origem, evolução e debilidades.
Nada lhe é superior e nele nascem todos os pensamentos e todas as ideias boas e más, porque o SH é um ser eterno de existencia absoluta.
E se os que têm fé suficiente para a criação  do seu  " deus ", esse deus só pode ser concebido à imagem e semelhança do SER HUMANO. e não o contario.
A seguir ao pensamento filosofico grego veio o pensamento filosofico cristão surgido este da confluencia entre a filosofia grega e a revelação religiosa judaico-cristã, sem que esta tenha deixado de recorrer à tecnica filosofica grega mas exprimindo ideias que nunca passaram pela cabeça dos filosofos gregos.
A filosofia grega já tinha chegado a um universo como uma criação natural, eterna, necessaria, de todas as coisas, sem " deus".
Para a filosofia grega, particularmente Platão o SH tinha naturalmente direito a possuir a verdade por ser divino - e como uma divindade tinha direito a possuir as coisas divinas.
Na filosofia cristã o SH já não tinha direito à verdade, porque o SH já não pertencia à ordem divina, por qualquer forma.
A filosofia cristã já se tinha encarregado de despromover o SH e lhe retirar a sua divindade para que a adoração racaisse toda sobre o " deus " cristão, que de divino não tinha nada.
O SH de Platão não tinha necessidade de participar da divindade , porque ele proprio era um deus; daí que a filosofia cristã sentisse necessidade de despojar o SH grego daquilo que o fazia divino retirando-lhe ou negando-lhe a sua capacidade natural para conhecer a verdade. Do fruto da árvore da sabedoria não podes comer.
A filosofia cristã especula apenas sobre um " mundo " criado pelo " deus " cristão e em que de inicio o SH não entra.
Para o SH a ordem natural seguida pelo seu conhecimento racional é a criação de um ente, depois define a sua essencia afirmando em seguida a sua existencia  atraves de um existo.
Tudo sem necessidade da presença ou "criação" de um qualquer " deus ".
A ordem metafisica da realidade, sobretudo cristã, segue a ordem inversa  do conhecimento humano: primeiro considera um acto de existir , com uma determinada essência o que leva a que uma determinada substância  comece a transformar-se em ente.
É neste segundo caso a denegação do SH e da sua grandeza como ser e como acto primitivo e fundamentalmente em virtude do qual o SH realmente é e existe.
O SER HUMANO  é o unico ser supremo.
AGO2017
JC





sexta-feira, 28 de julho de 2017

POETA NÃO SOU 130

Chora a árvore, 
Choro eu,
Saudoso
Da tua ausência.
Pela madrugada,
Com o sol a nascer
Por mais um novo dia,
Sem esperança
De te ver.
Bate o sol,
Que tudo aquece.
Derrete a neve,
Em gelo transformada 
Durante a noite gelada.
Não me aquece o coração,
Dorido de paixão
Por não te ter 
Aqui à mão.
Para te poder falar
E apreciar
Tua beleza, teu encanto.
Manto, que a solidão tece, 
Qual mortalha de defunto,
Que me envolve.
E me gela e arrefece.
Ai dor d'alma, 
A minha,
Que só a tua beleza,
A tua presença, 
Aquece.
Nov 98 
JC

POETA NÃO SOU 129

APEADEIRO

Esperar.
Apeadeiro do tempo,
À espera,
Que passe, 
Ele, o tempo.
Sem esperança, 
Sem sentido,
O meu tempo 
Perdido,
Em amores
Desencontrados, 
Idos, perdidos,
Falhados.
Nessa ilusão, de 
Fé cega, feita
Maleita, 
Que nos tolhe 
O pensamento
E o sentimento.
Virus ancestral,
Que nos cega
E faz acreditar,
Que tudo é doce.
Que tudo só tem um lado.
O da ilusão
O da miragem.
Que passada a febre
E o delirio
Nos sabe a fel.
Sabor que nunca provei,
Mas de que tenho o gosto
De tamanho desgosto.
Nov 98 JC
POETA NÃO 128

ENCONTRO

Atrai-me 
A curiosidade
Do encontro.
De te encontrar,
E frente a frente,
Poder disfrutar,
O encanto do teu olhar.
A tua beleza d'alma,
A possivel comunhão
Do encantamento,
Que nos agita
O coração.
Tenho pavor,
Medo e horror,
A que apos
Tal momento enebriante
De fulgor
A inevitavel separação
Traga grande dôr,
Ao meu pobre coração.
Quero o encontro.
Não quero a separação.
Nov 98
JC





POETA NÃO SOU 127

AZUL

Céu, mar
E o teu olhar.
Três cores ,
Que se confundem
E se movem 
Em tons de azul, 
Que quando os olho
E aprecio
Me deleito e arrepio
Com tamanha beleza.
No ceu,
Procurando a liberdade,
Na profundidade 
Do infinito.
No mar,
Essa imensidão, 
Que com a sua solidão,
Se confunde com a minha
E me aperta o coração.
No teu olhar
De azul brilhante,
Terno e cativante
Repouso e acalmo.
Quebro a minha solidão,
Sedimento a minha liberdade,
Na ilusão
De ter encontrado
A perdida felicidade.
Nov 98
JC


POETA NÃO SOU 126

SUSURRO

Bem;
Não me ouviram.
Toquei bateria.
Não me ouviram.
Fiz apitar o comboio,
Não me ouviram.
Sussurrei-te 
Ao ouvido:
Amo-te.
Abriste os braços.
Neles me acolheste.
Para me dizer
Meu Amor.
Out 98
JC
POETA NÃO SOU 125

NASCENTE

O Amor nasceu,
Qual nascente
De àgua pura.
Atribulado,
Sobressaltado,
Desce a montanha,
Ansioso,
Procurando,
O encontro
Com a sua amada.
Na planicie
Mais calmo e sereno,
Do tempo passado,
Descansa
Desencantado.
E para o mar segue
Para nos seus braços
Se lançar,
E Aí, finalmente,
Enterrar 
As feridas 
Do Amor 
Desencontrado
Out98
JC


sábado, 22 de julho de 2017

FALACIAS E MAIS  FALACIAS

Não há nenhuma filosofia sobre o Ser Humano ( SH ) porque só o SH pode ser o seu criador.
Falar sobre " o Eu " é muito mais dificil do que discursar sobre o outro - abstractamente ou objectivamente falando.
Para o fazer necessitava de conseguir que a explicação da sua existência como essencia fossem moldadas como uma necessidade de ajuda de uma qualquer fé ou de uma supra existencial razão.
O SH não necessita de estes subterfugios intelectuais para se explicar. Mas poucas vezes ou nenhumas o fez.
Daí se poder concluir, que o SH não necessita de um qualquer filosofo, mas talvez necessitasse de se conhecer melhor, como o centro do universo, donde toda a evolução teorica, abstracta, objectiva parte com o timbre de uma originalidade irrepetivel de que cada SH é dotado.
O SH tem todos os condimentos para resolver todos os problemas e dificuldades, que se lhe deparem, não necessitando, por isso, de nenhuma entidade, que lhe seja superior, para resolver um qualquer problema por mais insignificante ou complexo que seja esse problema.
Considerem, os que não consideram o SH como o centro do universo, que são necessarios " deuses " ou " deus " para o sacudirem da poeira negativista, que não reconhece ao SH a sua superior e brilhante existencia.
Seja atraves de uma qualquer metafisica, que procura justificar o injustificavel, assim como que atirando um punhado de areia fina aos olhos para que os SH não vejam e não pensem.
Estas teorias são padrastas para o SH e só procuram evitar, que cada vez mais humanos abram os olhos e vejam o visivel e nunca o  impossivel invisivel.
Que veja o visivel da sua existencia e essencia, disemelhante de qualquer outro ser.
Seja atraves da explicação ou tentativa pelo menos cientifica de um qualquer dos " ismos " com que os SH são bombardeados todos os dias, com cambiantes ao sabor dos ventos que as elites sopram para que haja a menor mistura possivel, ou seja, que as elites se mantenham no seu pedestral honorifico e de privilegio, isto é, que a grande maioria se mantenha excluida e não possa ter acesso ao pedestral do elitismo.
Pobre SH quem és tu ? Nada nem ninguem, Senhor.
Seja uma qualquer " democracia ", termo ultimamente bastante gasto, enganando muitos de que as soluções encontradas são as politicamente correctas e de que não vale a pena pensar, porque não existem outras soluções.
Será a democracia do come e cala e não te atrevas a pensar nem reivindicar porque levas com mais impostos, cientificamente justificados. Trabalha escravo e pouco barulho.
Não vale a pena encontrar soluções para as desigualdades salariais, fome, para a pobreza da grande maioria, para os sem abrigo, para a guerra, porque a democracia é o maximo de perfeição, não necessitando por isso de qualquer aperfeiçoamento.
Mesmo que não se queira olhar para a realidade social que nos envolve, realidade essa, a que as politicas ditas democraticas fecham os olhos.
Seja atraves de uma quaqluer teologia em que se procura que alguns menos cautos conheçam o incognoscivel, isto é, que a sua razão não alcança sem a ajuda de um qualquer milagre, impossivel, esperando uma vida, que esse milagre impossivel aconteça, condicionado pelos medos , que nos são incutidos desde criança para que a vida seja uma constante tortura psicologica.
O SH como centro do universo e pai de todas as causas não se conhece, pela sua inercia e pelo trabalho meticuloso das elites politico-financeiras.
O SH não se interioriza nem discursa no singular - EU.
É objecto de observação e de tentativas de explicação do seu ser. Muitos estudos e muitas perguntas mas poucas perguntas concretas de quem é o SH, ou melhor, uma pergunta mais concreta de quem sou EU e o que faço aqui.
Porque contra o que muitos afirmam o SH não faz parte do " mundo " porque o mundo simplesmente não existe. O SH esta muito para alem e acima desse hipotetico mundo.
Às vezes parece que o SH EU, não tem consciência da sua importância e da sua existencia como centro do universo e de toda a evolução do pensamento e de todas as teorias e suas praticas.
Porque o SH não pode ficar submetido a uma qualquer lei de explicação do " mundo " que lhe é exterior e que procuram que o submeta e o aceite sem qualquer dialectica.
O SH tem apenas uma limitação, que é dirigir os seus actos de acordo com o que conhece ou que lhe foi dado conhecer.
Porque muito desse conhecimento é-lhe cerceado, para a maioria, para que continue dominado- a grande massa dos SH.
Porque o SH rapidamente discorre para alem do conhecimento dado e adquirido não sendo parecido com qualquer outro tipo de vontade, porque constantemente é confrontado com diversas opções possiveis, constituindo uma força vital e original de autodeterminação.
Sem conhecimento o SH não atinge um estado superior de audeterminação e invenção continuando dominado pelas elites, que necessitam dos SH dominados e não inventivos nem criadores.
O SH sendo um ser pensante nem sempre pensa para melhor se autodeterminar.
O SH tem uma unica debilidade congenita, que é o temor pelo desconhecido. Os acontecimentos naturais que o rodeiam e ate que para eles consiga uma explicação são aterradores e quase tudo justificando.
Destruido o comunitarismo da tribo em que tudo era de todos e nada era de nenhum dos seus membros  e com a criação da propriedade privada, vulgo capitalismo, o SH passou a ser presa facil das elites politico-economicas supostamente dominantes.
Uma das elites que mais rapidamente se apropriaram da debilidade e dos medos do SH foram as elites religiosas, oferecendo o paraiso e uma vida eterna, sem finitude.
Criando uma panoplia de santos e arcanjos, deuses e demonios como forma de sobrevivencia Á custa dos medos do SH , que não se consegue libertar dos seus receios da " morte " e de todos os medos espirituais, que lhe incutem desde criança, pois que para a religião catolica e romana, qualquer criança nasce com o pecado original.
Convencem de que os deuses existem ao ponto de tomarem conta dos comportamentos do SH limitando a sua capacidade de pensar e agir- ficam como que paralisados sendo prisioneiros do espiritismo metafisico de quase todas as religiões.
É certo que as civilizações mais antigas - Egipto, grecia, criaram uma infinidade de divindades sem que no entanto criacem  um universo espiritual fora e para alem do SH.
As elites religiosas souberam criar  " deus " como a maior das providencias para o SH.
JUL 2017
JC









domingo, 25 de junho de 2017

POETA NÃO SOU 124

ANDORINHA

Foi-se embora
A minha andorinha.
Já não ouço o seu chilrear.
Já não posso apreciar,
O seu voo rasante,
Rapido e elegante,
Que pela sua rapidez,
Parece que com tudo
Vai chocar.
E num vai vem 
Constante,
Torna mais alegre
A minha rua.
E no seu cantar
Me deleito 
Ao passar.
Partiu
A minha andorinha.
Mas vai haver
Outra primavera,
Que nenhuma 
Alma má pode evitar.
E a minha andorinha
Vai ao mesmo
Beiral voltar.
E à minha rua retornar.
Para que eu possa 
Com a sua beleza
Me deleitar,
E com ela 
Minh' alma descansar.
OUT 98
JC